Ludwing Von Mises expõe uma visão bastante otimista do liberalismo, podendo, assim dizer, que Mises seria um defensor convicto das propostas liberais. Entendendo o liberalismo como uma doutrina, mas uma doutrina incompleta, no qual nem a Inglaterra, conhecida como o “berço” do liberalismo, as políticas liberais lograram alcançar seus propósitos. Mises vai exaltar principalmente o progresso que o liberalismo trouxe a sociedade colocando que “o desenvolvimento econômico ocorrido foi extraordinário” trazendo benefícios à sociedade como: melhoria nas condições de vida, redução da mortalidade infantil e aumento da expectativa de vida.
Mises, assim como Laski, também vai atribuir uma relação intima entre liberalismo e capitalismo, porém Mises irá expor mais uma defesa dessa relação e seus benefícios em contrapartida de propagandas antiliberais. Dessa forma, o autor coloca que os princípios liberais são levados a uma sociedade capitalista e que o progresso material advindo desse processo possibilitou a grande massa de gozar de padrões de vida bem mais elevados do que épocas anteriores. Entendendo que esses avanços beneficiaram a grande maioria da população, Mises se contrapõe aos pressupostos de que o progresso das técnicas de produção beneficiou uma pequena parcela da população favorecida. Assim, o autor irá criticar a distorção dos fatos por parte de partidos antiliberais. Para ele as idéias antiliberais associam os ideais do liberalismo e do capitalismo a um mundo mergulhado na miséria e na pobreza em constante crescimento, associando assim a palavra liberal com o termo capitalismo. A demagogia antiliberal consegue seu êxito a partir do pensamento de que o liberalismo visa, tão somente, os interesses individuais de capitalistas e empresários, constitui uma política de favorecimento dos ricos em detrimento das classes subalternas. Em contra posição, Mises, defendo o oposto coloca que “[...] o liberalismo não é uma política que age no interesse de qualquer grupo em particular, mas uma política que age no interesse de toda a humanidade”. (MISES, 1987, p. 14)
Para tanto, essas perspectivas de abordagens a nosso ver se complementa com princípios a muito estabelecidos e que é de fundamental importância para o entendimento do liberalismo e suas adaptações a realidades e momentos distintos. Esses princípios são: a propriedade, o Estado e o individualismo que estará intimamente ligado a liberdade. Permitir-nos-ão não apenas melhor elucidar os princípios liberais, mas estabelecer um paralelo com a sociedade brasileira e as influências exercidas por esses pensamentos.
Mateus Malvestio
Graduado em História - UNESP e prof. da Rede Pública Estadual
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