terça-feira, 13 de outubro de 2015
quarta-feira, 5 de março de 2014
UMA ALUNA EM FORMAÇÃO ACADÊMICA
domingo, 23 de fevereiro de 2014
EDUCAÇÃO: “A GENTE VÊ POR AQUI” (?)
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Tudo o que é sólido desmancha no ar
É com essa frase de Marx que Marshall Berman intitula seu livro, publicado na década de 1980, no qual acompanha e analisa a "aventura da modernidade". Foi a partir da leitura dessa obra que comecei a pensar efetivamente sobre o que alguns chamam de "revolução permanente", que acontece no Capitalismo e no mundo ocidental. Estaríamos vivendo numa época em que tudo se transforma incessantemente, numa época que tudo o que acreditamos cai em descrédito, todos os nossos valores são mudados, não temos algo a que possamos chamar verdadeiramente de "nosso"?
Que o mundo promove inovações em uma velocidade assustadora, creio que ninguém irá discordar. Mas isso não seria algo bom para o Homem? Por que, então, são justamente essas mudanças que estão nos jogando numa era de "ausência de valores", onde "tudo que era considerado sagrado é profanado"?
Sinceramente, penso ser essa uma característica demasiadamente capitalista. Essa "ausência de valores" talvez seja uma consequência daquilo que os membros e adeptos da conhecida Escola de Frankfurt chamam de "Indústria cultural", pelo fato de consumirmos algo que não nos faz sentido, e sim, uma cultura que não é a nossa, vendida como se fosse uma mercadoria qualquer.
O capitalismo, levando em consideração o ser humano em relação ao seu poder de compra, reduziu nossos valores, nossa cultura, a uma mera mercadoria, em que o mais importante é o lucro de quem a produz. Como é que isso não vai criar um "vazio cultural"? Como é que isso não vai destruir tudo o que acreditamos, a partir de um momento que o que acreditamos não vender mais e ser demonizado pelo mercado?
Claro que essa experiência tem algo positivo, como a crescente globalização em que estamos inseridos, porém, até mesmo esse conceito de "globalização" precisa ser revisto, tendo em vista o caráter desigual das forças envolvidas. Enfim, vivemos uma era de transformações, uma era de união, embora, nos dizeres de Berman, "uma unidade paradoxal, uma unidade de desunidade: ela nos despeja a todos num turbilhão de permanente desintegração e mudança, de luta e contradição, de ambiguidade e angústia."
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Conferência de Copenhagem: UMA VERGONHA!!!
Até a última sexta-feira (18),estando reunidos 193 dos principais chefes de estado e de governo do mundo para um acordo político sobre as emissões de gases poluentes à atmosfera,imbecilmente os citados representantes não tiveram a capacidade de chegar a uma solução.
A mediocridade que perdura no mundo globalizado não permite à humanidade esperar muito da cúpula do clima que a Organização das Nações Unidas realizou em Copenhague. A avaliação é do senador Cristovão Buarque (PDT-DF), que chegou à convenção desiludido com as "preocupações miúdas" que rondam o mundo político.
De acordo com vários representantes dos países pobres e em desenvolvimento,os países desenvolvidos por serem historicamente os maiores emissores de poluentes tem o dever de participarem e assumir uma política de metas mais ambiciosas na redução dos gases do efeito-estufa.
Lula afirmou que “É inaceitável que os menores responsáveis pela mudança climática sejam suas primeiras e principais vítimas do aquecimento global,as fragilidades de uns não podem servir de pretexto para o recuo e vacilação de outros”.
Segundo o presidente, “não é politicamente racional nem moralmente justificável colocar interesses corporativos e setoriais à frente do bem comum da humanidade.”
Os considerados mais poluidores do mundo como EUA e China foram os que não aceitaram as exigências da ONU,e não concordou com uma política de resultados da redução dos gases,contribuindo para a o “FRACASSO HISTÓRICO” do acordo.
O presidente da ONG “Amigos da Terra” Nnimmo Bassey, ,disse que sente "nojo" pelo "fracasso dos países ricos" na hora de fixar objetivos ambiciosos e acusou o bloco industrializado de "acossar" os países em vias de desenvolvimento a "aceitar menos" do que merecem.
E assim foi finalizada a VERGONHOSA Conferência de Copenhaguem sobre o clima,com um acordo, de caráter não vinculativo,no qual está longe das expectativas geradas em torno da maior reunião sobre mudança climática da história e que não fixa objetivos de redução de gases.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Bem, eu estava bem preocupado com o Brasil na Copa do Mundo. Mas ja que nossa seleçao nao fritou um bife, e mesmo se tivesse fritado, pois a Copa ja acabou, eu estaria agora preocupado com o meu trabalho de conclusao de curso. Sabe que ainda acho que nao somos tao exigidos assim?? (será que estarei dizendo isso perante uma reprovaçao?). Talvez estariamos mais ansiososo, com os cabelos em pé, se soubessemos que teriamos que defender o trabalho perante uma banca de professores de mau humor....rs. Embora nossa formaçao seja pra falar em publico, acho que a situaçao muda completamente quando o coitado em questao está sendo avaliado. Quem de nos que nunca ficou nervoso ou desconfortavel com a apresentaçao de algum seminario que atire a primeira pedra!!!
As vezes pra dar uma relaxada, penso na eleiçao, nos debates acerca de sua aproximaçao. O ultimo assunto que me fez perder (ou ganhar?) tempo em relaçao as eleiçoes, foi o debate quanto a declaraçao de Indio da Costa sobre uma ligaçao do PT com as FARC. Vi na Veja esses dias que, embora tenha sido declaraçoes afobadas de um iniciante, ele acertou no alvo. Segundo eles, o PT sempre teve ligaçoes com as FARC e até financiamentos de campanhas. Que as FARC nao atuam de acordo com suas prioridades iniciais, penso ser obvio. Indio generalizou todos os petistas como narcotraficantes, me parece. Generalizaçoes nunca sao bem vindas, nós bem sabemos!!! Essa ligaçao, a existencia dela ou nao, o que representa as FARC e ate ligaçoes da direita com "grandes interesses" sao coisas que devem ser debatidas! O mais importante é nunca olhar num jogo politico uma açao de mocinhos e bandidos.
Seria legal o Diego Ceara aparecer pelo blog pra nos contemplar com sua valiosa opiniao sobre esse assunto....rs. O Zangão também, principalmente pra me xingar por estar lendo a Veja (ele e provavelmente 2/3 da Unesp - Franca).
Pois bem, vamos terminando por aqui mais uma sessao de "Viagens de Bruno Animal" e voltar ao TCC.... (Embora esse texto pareça ter sido feito por quem nao tem nada melhor pra fazer).
Bruno Animal
Graduando em Historia pela Unesp - Franca
segunda-feira, 15 de março de 2010
Inteligencia!!!
A inteligencia começa a ser encarada como algo quantitativo, a meu ver, no inicio do seculo XX com os primeiros testes de inteligencia desenvolvidos por Alfred Binet, o famoso teste de QI. Nesse teste, os caracteres logico-matematico e linguistico sao os que contam definitivamente para designar alguem como inteligente ou nao. Uma teoria bastante ampla sobre a inteligencia vem do psicologo estadunidense Howard Gardner que defende a teoria das inteligencias multiplas, escrito na segunda metade do seculo XX. Nessa teoria, nao apenas as inteligencias logico-matematica e linguistica sao valorizadas ou tem maior peso, e sim um numero maior e mais abrangente de inteligencias. Fazem parte dessa teoria a inteligencia musical, inteligencia linguistica, inteligencia espacial, inteligencia corporal-cinestesica, inteligencia logico-matematica, inteligencia interpessoal, inteligencia intrapessoal, inteligencia naturalista, inteligencia existencialista, com essas inteligencias abrindo leques para outras.
O que me parece certo, é dizer que em nossa sociedade as inteligencias avaliadas no tradicional teste de QI sao as mais valorizadas, em detrimento das outras defendidas por Gardner. Que peso tem esses estudos psicológicos em nossa vida profissional como professores, amigos blogueiros (interrogaçao). Que aluno será mais valorizado, o que tira notas boas mas nao consegue articular uma frase em publico, ou o que tira notas mais baixas mas se comunica abertamente com todos (interrogaçao). O que voces acham dessas duas teorias e pensamentos (interrogaçao). Pensam ser a inteligencia relativa (interrogaçao). Afinal, a inteligencia pode ser medida (interrogaçao). Serei eu um burro que nao sabe como colocar pontos de interrogaçao nesse teclado desconfigurado, e com isso parecer que está imitando Roberto Avallone (interrogaçao). Comentarios e complementos serão bem-vindos!
Bruno Machado "Animal"
Graduando em História Unesp - Franca
domingo, 14 de março de 2010
É Triste...
Comentários como "se não esta satisfeito com o salário pede para sair" ou "esses professores não querem mesmo trabalhar" foram postados aos montes, não que as pessoas sejam obrigadas a concordar com os protestos dessa classe ,mas é que um protesto como esse vai muito mais além de uma simples manifestação por melhores salários. Uma manifestação dessa mexe com todo uma sistema de politicas educacionais que no final das contas interfere diretamente na educação e na vida de milhares de pessoas.
Assim, essa falta de cultura política por grande parte da sociedade acaba bloqueando muitos avanços culturais, políticos e, principalmente, institucionais para o país. Deve-se parar com o "habito" de reclamar apenas para o seu vizinho e passar a valer seu direito de protesto e reinvidicação junto aos órgãos governamentais.
Portanto, sou totalmente a favor de manifestações como essa, especialmente por se tratar de uma manifestação pacífica. E o que devemos entender nas entre linhas desse protesto, antes de fazer qualquer crítica, é que a luta não é apenas por melhores salários, mas também por uma educação melhor, tanto para os professores quanto para os alunos, ou seja uma educação melhor para seu filho.

Mateus Malvestio "Don"
Graduando em História UNESP-Franca
sábado, 5 de dezembro de 2009
Férias e a Atividade Blogueira

Bruno Machado "Animal" é graduando em História pela UNESP - Franca.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
IMAGEM MODERNA DA CIÊNCIA
Essa idéia de ciência que temos hoje tem sua origem entre a metade do século XVI e o fim do século XVIII. Essa concepção esteve ausente das grandes culturas do Oriente, da antigüidade clássica e da escolástica medieval. É certo, porém, que desde a pré-história há uma interação do homem com a natureza e uma conseqüente tentativa de equilíbrio e controle entre ambos. Nesta comparação verificamos uma mudança na imagem da ciência que segundo Paolo Rossi¹: “ganhava corpo não só uma nova consideração do trabalho manual e da função cultural das artes mecânicas, mas também se firmava a imagem da ciência como construção progressiva e como resultado de contribuições individuais que se colocam uma após outra no tempo, segundo uma perfeição cada vez maior” (pg. 50).
Podemos verificar também, na exposição do mesmo autor, uma mudança mais profunda em relação aos séculos anteriores, uma vez que a erudição era voltada para a religião e a teoria para a abstração sendo um conhecimento para poucos não chegando ao homem prático. Surge agora uma distinção entre conhecimento prático e o teórico tendo o teórico uma finalidade de aplicabilidade na vida do homem. Desta forma, Rossi coloca que “os métodos, as categorias, as instituições da ciência moderna foram construídos em alternativa a uma visão mágico-hermética do mundo que era, naqueles séculos, não um folclore, mas um fato de cultura”. E continua, “os modernos acolheram uma idéia central: o saber não é apenas contemplação da verdade, mas também potência, domínio sobre a natureza, tentativa de prolongar sua obra para submetê-la às necessidades e às aspirações do homem” (pg. 48).
Neste sentido, o autor estabelece uma relação entre a imagem de ciência moderna e a formação de idéia de progresso que implica, segundo ele, na “convicção de que o saber científico é algo que aumenta e cresce... a convicção de que esse processo jamais é completo... enfim, a convicção de que uma tradição científica tem características específicas, no qual se inserem as contribuições individuais” (pg.49).
No entanto, a idéia de progresso não é periférica, mas sim inerente à imagem moderna de ciência uma vez que a idéia de um crescimento acompanha variados programas científicos.
A idéia de progresso vai se contrapor em dois fatos: a recusa do caráter secreto e iniciático da ciência e o abandono do mito de uma áurea e originária sapiência perdidas nas trevas do passado. A primeira é realizada em nome de um ideal laico e democrático do saber. A segunda e realizada em nome de uma idéia da história como evolução, como lenta passagem da rusticidade de uma primitiva barbárie para as ordens civis e a vida social. Esse ideal de progresso se contrapõe a uma distinção, que é típica do hermetismo, entre a multidão simples dos ignorantes e os poucos eleitos em condições de colher à verdade através do intelecto, no qual se apresenta fortemente na linguagem da alquimia e da magia em que o saber ficava fechado entre os eruditos e não chegava ao povo, ou seja, havia uma distinção entre a teoria e o conhecimento prático sendo que a teoria era voltada para abstração e não chegava ao homem prático. Assim coloca Rossi que “a batalha em favor de uma saber universal, compreensível a todos porque por todos comunicáveis e por todos construível, já no curso do século XVII estava destinada a passar do plano das idéias e dos projetos dos intelectuais para o das instituições civis”, e conclui “o mito da idade do ouro e de uma originária bondade dos homens, tinha raízes antigas e estava destinado a prolongar-se no tempo. Por isso, deve-se destacar a importância da recusa desse mito nos autores as quais habitualmente se reserva um lugar não secundário na história da idéia de progresso”.
Portanto, as idéias de desenvolvimento e crescimento se foram transformando numa verdadeira e própria teoria no qual se estabelecia “a noção de perfectibilidade do homem e de sua natureza alterável e modificável, segundo Rossi, e a idéia de uma história unitária ou universal do gênero humano; os discursos sobre a passagem da barbárie à civilização, sobretudo a afirmação de constantes ou de leis operando no processo histórico. De qualquer forma, como foi exposto por Rossi ao longo de sua obra ouve um grande contraponto entre as idéias de progresso e a tradição hermética, procurava-se, dessa forma, exaltar e estabelecer uma consciência de progresso na época moderna, progresso esse que era fruto de uma acumulação de experiências passadas de um evolucionismo que vinha se desempenhando ao longo do tempo”.
¹ Rossi, Paolo. Sobre as origens da idéia de progresso. Naufrágios sem espectador. A idéia de progresso. São Paulo: Ed. Unesp.
Mateus Roberto Sposito Malvestio
Trabalho elaborado no 4º semestre do curso de História
(UNESP-Franca), pela disciplina de História Moderna.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Ser um sem-valor
Sou mesmo um sem-valores.
Defendo idéias e conceitos que qualquer um os derruba. Não tem nada a ver com política não, é sobre vida mesmo. Estava assistindo televisão há alguns domingos atrás (martírio, juro que não é costumeiro) e, de repente ouvi daquele monte de gorduras boçal e fútil do Faustão, da Globo, e ele todo zeloso e cheio de média com os artistas, gritou do fundo de sua alma gorda e rouca: "- Vamos receber o maior poeta vivo do Brasil".
Pronto. Fiquei na expectativa: "quem será?" Algum erudito em fim de carreira indo ao Leão? Ou algum poeta de
Bom, imaginei o Chico ou o Suassuna entrando todo pomposo, mas mantive os pés no chão, afinal tratava-se de um programa de pagodeiros, noveleiros e um apresentador bonachão...
"- E com vocês, o maior poeta vivo do Brasil! Zezé de Camargooooo e Lucianooooo!!!"
Olhei fixamente à caixa mágica e fiquei estupefato, desrespeitado, não que eu seja erudito ou entendido, mas sou um ignorante lúcido, sei que aquilo era mentira. De supetão peguei o controle e mudei de canal com toda a raiva, isso mesmo. Fiquei então torcendo para a ansiã no "Topa ou não topa"...
Sou um sem-valores mesmo!
Alisson Lucas Romualdo.
Graduando em História - UNESP-Franca
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
O discurso é um discurso, é um discurso, é um discurso…
Caros amigos, a infâmia da hermenêutica prosopopéica ambiciona, anexo à exequibilidade, a uma condição histórico hegeliana inadvertidamente consciente de que o peito do pé do Pedro seria de fato verde, haja vista a condição humana pré-concebida na aromática arentiana supre-considerada pelos jovens kantianos, indiferentes à questões pré-cabralinas.
O que de fato sacraliza a posição heterogênea, marcadamente jazzística e permeada pela conotação clássica-popular, já antevista na poesia de Praxímenes da Antuérpia, é de se admirar pela congruência satírica de Petrônio, o Breve.
De tantas idas e vindas, pode-se afirmar que os axiomas globais, parafraseados pela metonímia local indexada à estratosfera interna dos aquíferos, pode supor uma fragmentacionalização humano-arquétipa construída sob a égide romano-ocidental-racional-greco-cultural-moral-ética-espacial-capital-espacial-local-global.
Concordas?
Eliton Almeida da Silva.
Graduando em História - UNESP-Franca.




