quarta-feira, 28 de julho de 2010

Nosso blog ta quase completando um ano, hein?? Pena que o movimento por aqui nao esteja nada bom!....rs. Em outra postagem disse que nas ferias isso aqui provavelmente bombaria!! Ledo engano!!! Mas nao culpo ninguem! Principalmente nessas ferias de meio de ano de 2010. Sei que todos nós estamos mais preocupados com o TCC do que qualquer coisa!

Bem, eu estava bem preocupado com o Brasil na Copa do Mundo. Mas ja que nossa seleçao nao fritou um bife, e mesmo se tivesse fritado, pois a Copa ja acabou, eu estaria agora preocupado com o meu trabalho de conclusao de curso. Sabe que ainda acho que nao somos tao exigidos assim?? (será que estarei dizendo isso perante uma reprovaçao?). Talvez estariamos mais ansiososo, com os cabelos em pé, se soubessemos que teriamos que defender o trabalho perante uma banca de professores de mau humor....rs. Embora nossa formaçao seja pra falar em publico, acho que a situaçao muda completamente quando o coitado em questao está sendo avaliado. Quem de nos que nunca ficou nervoso ou desconfortavel com a apresentaçao de algum seminario que atire a primeira pedra!!!

As vezes pra dar uma relaxada, penso na eleiçao, nos debates acerca de sua aproximaçao. O ultimo assunto que me fez perder (ou ganhar?) tempo em relaçao as eleiçoes, foi o debate quanto a declaraçao de Indio da Costa sobre uma ligaçao do PT com as FARC. Vi na Veja esses dias que, embora tenha sido declaraçoes afobadas de um iniciante, ele acertou no alvo. Segundo eles, o PT sempre teve ligaçoes com as FARC e até financiamentos de campanhas. Que as FARC nao atuam de acordo com suas prioridades iniciais, penso ser obvio. Indio generalizou todos os petistas como narcotraficantes, me parece. Generalizaçoes nunca sao bem vindas, nós bem sabemos!!! Essa ligaçao, a existencia dela ou nao, o que representa as FARC e ate ligaçoes da direita com "grandes interesses" sao coisas que devem ser debatidas! O mais importante é nunca olhar num jogo politico uma açao de mocinhos e bandidos.

Seria legal o Diego Ceara aparecer pelo blog pra nos contemplar com sua valiosa opiniao sobre esse assunto....rs. O Zangão também, principalmente pra me xingar por estar lendo a Veja (ele e provavelmente 2/3 da Unesp - Franca).

Pois bem, vamos terminando por aqui mais uma sessao de "Viagens de Bruno Animal" e voltar ao TCC.... (Embora esse texto pareça ter sido feito por quem nao tem nada melhor pra fazer).


Bruno Animal
Graduando em Historia pela Unesp - Franca

segunda-feira, 15 de março de 2010

Inteligencia!!!

Albert Einstein ou Pelé (interrogaçao). Drummond ou Kirchhoff (interrogaçao). Nijinski ou Bach (interrogaçao). Qual deles é o mais inteligente (interrogaçao). Ao longo da História a inteligencia foi encarada de diversas formas. Como ela está sendo encarada em nossos dias (interrogaçao).

A inteligencia começa a ser encarada como algo quantitativo, a meu ver, no inicio do seculo XX com os primeiros testes de inteligencia desenvolvidos por Alfred Binet, o famoso teste de QI. Nesse teste, os caracteres logico-matematico e linguistico sao os que contam definitivamente para designar alguem como inteligente ou nao. Uma teoria bastante ampla sobre a inteligencia vem do psicologo estadunidense Howard Gardner que defende a teoria das inteligencias multiplas, escrito na segunda metade do seculo XX. Nessa teoria, nao apenas as inteligencias logico-matematica e linguistica sao valorizadas ou tem maior peso, e sim um numero maior e mais abrangente de inteligencias. Fazem parte dessa teoria a inteligencia musical, inteligencia linguistica, inteligencia espacial, inteligencia corporal-cinestesica, inteligencia logico-matematica, inteligencia interpessoal, inteligencia intrapessoal, inteligencia naturalista, inteligencia existencialista, com essas inteligencias abrindo leques para outras.

O que me parece certo, é dizer que em nossa sociedade as inteligencias avaliadas no tradicional teste de QI sao as mais valorizadas, em detrimento das outras defendidas por Gardner. Que peso tem esses estudos psicológicos em nossa vida profissional como professores, amigos blogueiros (interrogaçao). Que aluno será mais valorizado, o que tira notas boas mas nao consegue articular uma frase em publico, ou o que tira notas mais baixas mas se comunica abertamente com todos (interrogaçao). O que voces acham dessas duas teorias e pensamentos (interrogaçao). Pensam ser a inteligencia relativa (interrogaçao). Afinal, a inteligencia pode ser medida (interrogaçao). Serei eu um burro que nao sabe como colocar pontos de interrogaçao nesse teclado desconfigurado, e com isso parecer que está imitando Roberto Avallone (interrogaçao). Comentarios e complementos serão bem-vindos!


Bruno Machado "Animal"
Graduando em História Unesp - Franca

domingo, 14 de março de 2010

É Triste...

Semana passada, sexta-feira para ser mais preciso, fiquei realmente triste com os comentários postados no site do Uol sobre a matéria/vídeo, no qual tratava sobre a manifestação dos professores estaduais(em grave) na Av. Paulista. O que me deixa mais aborrecido é ver que não só o governo, mas também muitas pessoas da sociedade não dão valor ao trabalho docente.
Comentários como "se não esta satisfeito com o salário pede para sair" ou "esses professores não querem mesmo trabalhar" foram postados aos montes, não que as pessoas sejam obrigadas a concordar com os protestos dessa classe ,mas é que um protesto como esse vai muito mais além de uma simples manifestação por melhores salários. Uma manifestação dessa mexe com todo uma sistema de politicas educacionais que no final das contas interfere diretamente na educação e na vida de milhares de pessoas.
Assim, essa falta de cultura política por grande parte da sociedade acaba bloqueando muitos avanços culturais, políticos e, principalmente, institucionais para o país. Deve-se parar com o "habito" de reclamar apenas para o seu vizinho e passar a valer seu direito de protesto e reinvidicação junto aos órgãos governamentais.
Portanto, sou totalmente a favor de manifestações como essa, especialmente por se tratar de uma manifestação pacífica. E o que devemos entender nas entre linhas desse protesto, antes de fazer qualquer crítica, é que a luta não é apenas por melhores salários, mas também por uma educação melhor, tanto para os professores quanto para os alunos, ou seja uma educação melhor para seu filho.




Mateus Malvestio "Don"
Graduando em História UNESP-Franca

sábado, 5 de dezembro de 2009

Férias e a Atividade Blogueira

Diante de tantos trabalhos e compromissos acadêmicos, escrever no nosso estupendo Blog foi uma atividade escassa. Não que os trabalhos da UNESP sejam difíceis e trabalhosos, nada disso. O que conta de verdade é a falta de organização dos moderadores, e o ganha pão, que ocupa grande parte da importância e do tempo dos esforçados blogueiros. Perante essas dificuldades, os trabalhos acadêmicos ganham prioridade em nossas vidas (a falta de organização anteriormente citada é exatamente deixar os trabalhos pra ultima hora, e daí não ter tempo pra mais nada quando chega o fim do semestre). Mas creio que durante esse pequeno período de férias (três meses), conseguiremos escrever acerca de relevantes temas, como por exemplo, o Campeonato Brasileiro de bolinha de gude, a caça de ET's que vivem como humanos e a configuração do próximo Windows. Ficarei por aqui com esse pequeno texto, pois tenho que estudar pra prova de Teoria da História II.

Bruno Machado "Animal" é graduando em História pela UNESP - Franca.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

IMAGEM MODERNA DA CIÊNCIA


Essa idéia de ciência que temos hoje tem sua origem entre a metade do século XVI e o fim do século XVIII. Essa concepção esteve ausente das grandes culturas do Oriente, da antigüidade clássica e da escolástica medieval. É certo, porém, que desde a pré-história há uma interação do homem com a natureza e uma conseqüente tentativa de equilíbrio e controle entre ambos. Nesta comparação verificamos uma mudança na imagem da ciência que segundo Paolo Rossi¹: “ganhava corpo não só uma nova consideração do trabalho manual e da função cultural das artes mecânicas, mas também se firmava a imagem da ciência como construção progressiva e como resultado de contribuições individuais que se colocam uma após outra no tempo, segundo uma perfeição cada vez maior” (pg. 50).


Podemos verificar também, na exposição do mesmo autor, uma mudança mais profunda em relação aos séculos anteriores, uma vez que a erudição era voltada para a religião e a teoria para a abstração sendo um conhecimento para poucos não chegando ao homem prático. Surge agora uma distinção entre conhecimento prático e o teórico tendo o teórico uma finalidade de aplicabilidade na vida do homem. Desta forma, Rossi coloca que “os métodos, as categorias, as instituições da ciência moderna foram construídos em alternativa a uma visão mágico-hermética do mundo que era, naqueles séculos, não um folclore, mas um fato de cultura”. E continua, “os modernos acolheram uma idéia central: o saber não é apenas contemplação da verdade, mas também potência, domínio sobre a natureza, tentativa de prolongar sua obra para submetê-la às necessidades e às aspirações do homem” (pg. 48).


Neste sentido, o autor estabelece uma relação entre a imagem de ciência moderna e a formação de idéia de progresso que implica, segundo ele, na “convicção de que o saber científico é algo que aumenta e cresce... a convicção de que esse processo jamais é completo... enfim, a convicção de que uma tradição científica tem características específicas, no qual se inserem as contribuições individuais” (pg.49).


No entanto, a idéia de progresso não é periférica, mas sim inerente à imagem moderna de ciência uma vez que a idéia de um crescimento acompanha variados programas científicos.


A idéia de progresso vai se contrapor em dois fatos: a recusa do caráter secreto e iniciático da ciência e o abandono do mito de uma áurea e originária sapiência perdidas nas trevas do passado. A primeira é realizada em nome de um ideal laico e democrático do saber. A segunda e realizada em nome de uma idéia da história como evolução, como lenta passagem da rusticidade de uma primitiva barbárie para as ordens civis e a vida social. Esse ideal de progresso se contrapõe a uma distinção, que é típica do hermetismo, entre a multidão simples dos ignorantes e os poucos eleitos em condições de colher à verdade através do intelecto, no qual se apresenta fortemente na linguagem da alquimia e da magia em que o saber ficava fechado entre os eruditos e não chegava ao povo, ou seja, havia uma distinção entre a teoria e o conhecimento prático sendo que a teoria era voltada para abstração e não chegava ao homem prático. Assim coloca Rossi que “a batalha em favor de uma saber universal, compreensível a todos porque por todos comunicáveis e por todos construível, já no curso do século XVII estava destinada a passar do plano das idéias e dos projetos dos intelectuais para o das instituições civis”, e conclui “o mito da idade do ouro e de uma originária bondade dos homens, tinha raízes antigas e estava destinado a prolongar-se no tempo. Por isso, deve-se destacar a importância da recusa desse mito nos autores as quais habitualmente se reserva um lugar não secundário na história da idéia de progresso”.


Portanto, as idéias de desenvolvimento e crescimento se foram transformando numa verdadeira e própria teoria no qual se estabelecia “a noção de perfectibilidade do homem e de sua natureza alterável e modificável, segundo Rossi, e a idéia de uma história unitária ou universal do gênero humano; os discursos sobre a passagem da barbárie à civilização, sobretudo a afirmação de constantes ou de leis operando no processo histórico. De qualquer forma, como foi exposto por Rossi ao longo de sua obra ouve um grande contraponto entre as idéias de progresso e a tradição hermética, procurava-se, dessa forma, exaltar e estabelecer uma consciência de progresso na época moderna, progresso esse que era fruto de uma acumulação de experiências passadas de um evolucionismo que vinha se desempenhando ao longo do tempo”.


¹ Rossi, Paolo. Sobre as origens da idéia de progresso. Naufrágios sem espectador. A idéia de progresso. São Paulo: Ed. Unesp.


Mateus Roberto Sposito Malvestio

Trabalho elaborado no 4º semestre do curso de História

(UNESP-Franca), pela disciplina de História Moderna.